Livro reflete sobre a curadoria na arte a partir de Duchamp e Malraux

Livro reflete sobre a curadoria na arte a partir de Duchamp e Malraux

Na sexta-feira, 5 de dezembro, às 18h, o Centro MariAntonia promove o lançamento do livro Gestos curatoriais: Duchamp e Malraux de Luiz Camillo Osorio, seguido de uma mesa-redonda com os críticos de arte e docentes da USP, Lorenzo Mammi e Tiago Mesquita. O evento é aberto a todos e tem entrada gratuita.

O livro pretende ser uma espécie de genealogia do gesto curatorial a partir de dois autores que jamais se assumiram como curadores: Marcel Duchamp e André Malraux. Um artista e um escritor militante que, através de dois projetos bastante idiossincráticos, o museu portátil e o museu imaginário, fizeram da dimensão relacional e da montagem, um gesto crítico, experimental e pedagógico. 

Quem são
O autor
Luiz Camillo Osorio
é decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH) e professor associado do Departamento de Filosofia, ambos da PUC-Rio. É professor colaborador da Escola das Artes na Universidade Católica Portuguesa no Porto. Entre 2009 e 2015 foi curador do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Em 2015 foi curador do Pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza. Entre muitas curadorias independentes, destacam-se O Desejo da forma na Akademie der Kunst, Berlim, 2010, Calder e a arte brasileira no Itaú Cultural em 2016, 35º Panorama da Arte Brasileira no MAM-SP em 2017 e Espíritos sem Nome: Mario Cravo Neto no IMS-SP e IMS-Rio em 2021/22. É autor dos livros Flavio de Carvalho; Abraham Palatnik; Razões da Crítica; Angelo Venosa e Olhar à Margem.

Os convidados
Lorenzo Mammì é formado em Matérias Literárias pela Universidade dos
Estudos de Florença e livre docente em Filosofia na USP. Foi diretor do Centro MariAntonia, de 1999 a 2005.  De 2015 a 2018, foi curador-chefe de Programação e Eventos do Instituto Moreira Salles (São Paulo, Rio de Janeiro e Poços de Caldas). De 2000 a 2005 foi, junto com Gustavo Petri, responsável pela organização do Festival Música Nova (São Paulo e Santos), sob a direção artística de Gilberto Mendes. Como crítico de arte e de música publicou vários ensaios em coletâneas, revistas especializadas e catálogos, além de monografias de artistas. Foi curador de diversas exposições, entre as quais Concreta 56 (2006, com João Bandeira e André Stolansky) e Murilo Mendes: O olhar do poeta (2023, com Maria Betânia Amoroso e Taisa Palhares), ambas no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Traduziu para o português as Confissões de Agostinho de Hipona (São Paulo, Companhia das Letras, 2017).

Tiago Mesquita é crítico de arte e professor de história, teoria e crítica da arte na USP. Doutor em filosofia pela mesma universidade, publicou em periódicos como quatro cinco um, Novos Estudos Cebrap, Ars, Revista Fevereiro, Folha de S. Paulo, Frieze e O Público. Publicou os livros Imagem Útil, Imagem Inútil, Rodrigo Andrade: Resistência da matéria, Paulo Monteiro: O interior da distância e Luiz Zerbini: Sábados, domingos e feriados”. Como curador, organizou exposições como David Drew Zingg: Imagem sobre imagem; Casa 7; José Bezerra: Esculturas; Nosso Norte é o Sul; Robert Mapplethorpe: Mais que um rosto; Diagonais e Antonio Manuel: Corte Circuito.

Serviço

Lançamento do livro Gestos curatoriais: Duchamp e Malraux de Luiz Camillo Osorio

Onde |  Centro MariAntonia – Edifício Rui Barbosa

Rua Maria Antônia, 294 – Vila Buarque – São Paulo, SP (próximo às estações Higienópolis e Santa Cecília do metrô)

Quando De 5 de dezembro de 2025 a partir das 18h

Quanto | Grátis

Informações | (11) 2648-5202