O Centro MariAntonia da USP inaugura na sexta-feira, 14 de agosto, a partir das 18 horas, a exposição Fazer falar os ossos: engajamentos presentes com o passado. A curadoria é dos docentes Lorenza Mondada (Universidade da Basileia, Suíça), Fernanda Cruz e Edson Teles (Universidade Federal de São Paulo). A visitação acontece de terça a domingo, e feriados, das 10h às 18h, com entrada gratuita.
A mostra reúne duas perspectivas: o trabalho de pesquisadores das ciências sociais e da linguística e o trabalho de especialistas forenses do laboratório do Centro de Antropologia e Arqueologia e Forense (CAAF) localizado na Unifesp em São Paulo, cujas atividades vêm sendo documentadas diariamente em vídeo pelos pesquisadores desde 2022.
A exposição explora o trabalho cotidiano de especialistas forenses que investigam pessoas assassinadas ou desaparecidas durante a ditadura brasileira (1964–1988), visto através das lentes da videoanálise desenvolvida no âmbito do projeto de pesquisa Fazendo falar os ossos/Making Bones Talk (MBT), realizado na Unifesp e na Universidade de Basileia, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Swiss National Science Foundation (SNSF) da Suíça.
Ao fazer isso, a mostra estabelece uma conexão viva entre o passado e o presente: convida o público a interagir com um conjunto de práticas contemporâneas comprometidas com uma história que ainda precisa ser revelada. Ela revisita o conhecimento e os imaginários relacionados à ditadura, bem como o papel das práticas forenses relacionadas a contextos de violência em massa e de violações dos direitos humanos, mostrando como tais práticas podem ser renovadas por meio de imagens únicas e inéditas de intervenções atuais, que, por sua vez, informam — e enformam — o passado de novas maneiras.
Nesse sentido, a exposição revela o potencial da pesquisa nas ciências sociais e na linguística, bem como aspectos inéditos do trabalho da antropologia forense, por meio de uma apresentação dinâmica de materiais audiovisuais de pesquisa que permitem ao público compreender tanto a pesquisa científica quanto as práticas por ela investigadas.
Durante todo o período de visitação, haverá uma série de atividades que compõem a programação paralela, como filmes sobre investigações forenses, debates sobre a virada forense e a contribuição da pesquisa linguística para tal, um curso aberto ao público sobre investigações forenses e a história da ditadura e ainda uma mesa-redonda com familiares de vítimas desaparecidas durante a ditadura.
Quem são os curadores.
Confira a programação paralela.
Serviço
Exposição Fazer falar os ossos: engajamentos presentes com o passado
Abertura – sexta-feira, 14 de agosto a partir das 18h
Onde | Centro MariAntonia – Edifício Joaquim Nabuco
Rua Maria Antônia, 258 – Vila Buarque – São Paulo, SP (próximo às estações
Higienópolis e Santa Cecília do metrô)
Quando | De 14 de agosto a 27 de setembro de 2026
Visitação | terça a domingo, e feriados, das 10h às 18h
Quanto | Grátis
Informações | (11) 2648-5202

